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Vencedoras 2º Prêmio Mulher de Negócios

2º Lugar

Emilaine Aparecida Cunha da Silva

Historia: Vitória, Minha Meta


Tenha uma vida rica de vida Faça do fogão, da caneta, seus instrumentos de criação Leia, pinte, desenhe, escreva. Clarice Lispector. Tudo começou há vinte e oito anos – a família foi presenteada com uma criança especial. A tia quis retribuir o presente, preparando em seu primeiro aniversário doces diferentes: palhaços, coelhos, pinguins, tartarugas... Isso só aconteceu depois de muita pesquisa, de curiosas informações de amigas, conversas com as tias doceiras – lembranças da infância – paixão de família. E como viver acrescenta, a pesquisa continuou. Só doces modelados não eram o bastante. Surgiu, então, o cenário em doce. Como professora de Literatura Infantil, sentia ser preciso mais. Era a presença da poesia na mesa de aniversário: Lá vem o trenzinho, cruzando o caminho... De repente em outro aniversário – um novo desafio: - “Tia, quero a festa do Aladim e a lâmpada maravilhosa.” Depois de muita pesquisa, cursos e programas culinários: pedido atendido. Muitas histórias em doce aconteceram para afilhados, sobrinhos, primos, filhos de amigos, alunas, crianças carentes... Com o nascimento da afilhada há seis anos surgiram mais histórias... Até que o reencontro com a ex-aluna e amiga Ana Claudia transformou busca, fantasia e muito imaginar... em livros. A vontade de representar em doce o instante mágico do conto aliou-se ao gosto pela fotografia. Assim, a cena em doce, que vinha cada vez mais pensada, exercitada, burilada, agora estava fixada em fotos. E a fugacidade da cena, que se acabava quando degustada, saboreada, devorada mesmo, a cada evento, agora era perenizada pela foto e organizada em livro, em linguagem visual, disponível à criança, para que lesse as imagens, contasse a sua história, brincasse de autor(a). Em Doces Histórias, a criança encontra diversas linguagens para interpretar: a plasticidade das páginas pelas fotografias; as esculturas em doces; cenários portadores da magia de histórias consagradas; a releitura de pinturas; a arte culinária, para então criar a sua própria história nas páginas em branco do livro, motivada por uma leitura pelos sentidos (visual, tátil, gustativo...). Quanto à temática, o conjunto da obra preocupa-se em passar, além dos valores humanos dos contos tradicionais, a exaltação da natureza por uma representação pictórica de plantas, flores, bichinhos, o que pode levar implicitamente a uma conscientização de respeito pelo meio ambiente. Com essa proposta de livro, chegam todos os envolvidos ao que se pretende nessa relação livro / conto / fábula / criança / autoras (em prosa ou em verso, em escrita ou colagem...): que essas páginas sejam lidas como uma linguagem de amor. Para que a magia das histórias chegue a seus pequenos destinatários, cada livro é elaborado a partir de minuciosa pesquisa das histórias e criterioso roteiro. Inicia-se a modelagem dos personagens, a confecção de árvores, flores, casas, castelos, ponte, horta... todos elementos necessários para a montagem dos cenários em doce. No estúdio, são montadas as sequências de cenas para serem perenizadas nas fotografias. Feitas as fotos, passam por um processo de seleção e editoração para enfim transformarem-se no livro, cada obra apresentando de 8 a 18 gravuras. Alcançada essa etapa de concretização dos livros, deu-se a busca de editora para a publicação. Dadas as dificuldades que se apresentam a quem publica um primeiro livro, no histórico de Doces Histórias acontece a criação de editora própria. A partir de então foi divulgar, distribuir e administrar. São 13 sonhos realizados, 13 livros publicados em 3 anos. Mais de 60 escolas aguçam a criatividade das crianças com a circulação das histórias: Branca de Neve, A Cigarra e as Formigas, A Galinha Ruiva, A Arca de Noé, Cinderela, Chapeuzinho Vermelho, João e Maria, Os Músicos de Bremen, O Patinho Feio, A Pequena Sereia, Peter Pan e Wendy, Os Três Porquinhos e Vitória-Régia. São mais de 6.000 escritores-mirins. Na trajetória da coleção, atualmente, preparam-se futuros lançamentos: A Raposa e as Uvas, A Princesa e a Ervilha, Rapunzel, A Bela Adormecida, O Nascimento de Jesus, O Trenzinho Piuí. Aderindo à proposta de intermediar esse contexto de fantasia e a criança, as escolas vêm desenvolvendo atividades as mais diversas, como: Noite de Autógrafos, Meu Primeiro Livro, Chá da Vovó, Feira Cultural, Contação, Oficinas, Portfólio, Sarau Literário, Teatro, Recital, Releitura de Pinturas, Musical... Esse repertório já motivou atividades para o resgate da memória, em trabalhos com a terceira idade, bem como tem sido empregado como suporte em tratamentos por psicopedagoga, psicóloga e fonoaudióloga, portanto, em função terapêutica. No Município de Caieiras, Doces Histórias já teve a oportunidade de levar o encantamento dos contos aos alunos de uma creche e de uma escola, com contação e degustação ao final. Uma escola da rede particular já adota seus livros há três anos consecutivos. Participou com exposição, contação e “sala do autor” da 5ª Feira do Livro da Cidade, cujo tema foi: Tantas Histórias para Contar. Caieiras está inscrita também no livro Trenzinho Piuí em Doce, que corta, em andamento de sonho, uma serra (a da Cantareira), lembranças da infância. O maior prêmio que a coleção angaria – o brilho no olhar das crianças-autoras, ao lerem suas próprias histórias. Site: www.doceshistorias.com.br


1º Lugar

Elisabete Ribeiro

Historia: Doce História


Começei no fantástico mundo do artesanato no ano de 2000, logo após dar a luz ao meu filho, precisava de uma renda e escolhi a modelagem em biscuit pra fazer minha carreira . Cheia de sonhos e muita vontade de vencer ,ganhei 5 potes de vidro vazio de uma pizzaria e trabalhei a tampa coma massa de biscuit, esta foi minha primeira venda, vendi a R$ 5,00 cada, ganhei R$ 25,00, foi felicidade total, dai não parei mais ,era difícil pois tinha um bebê pequeno para cuidar, mas como trabalhava em casa tinha isto ao meu favor , fui me empenhando cada vez mais , sempre com muito capricho , fui comprando revistas , vendo programas de tv , tudo pra que meu artesanato ficasse cada vez melhor . Nunca imaginei que um dia eu estaria participando destas revistas e programas de tv, pois é fui abençoada e hj tenho mais de 25 exemplares de revistas publicados pela Editora Escala e Editora Minuano com meus trabalhos ensinando o passo a passo das minhas peças , participei de vários programas de tv , como Ateliê na tv, Arte Brasil, Sabor e vida , levei o nome da minha Cidade para um Programa de tv, sempre tive orgulho de falar "Sou De Caieiras ". Dei Aula na Prefeitura de Caieiras , em varias lojas em Sp ,sempre com carinho com minhas alunas, ensinando que elas poderiam ter uma ótima fonte de renda com o biscuit, em casa, cuidando dos filhos ,tendo independência, me realizo quando vejo elas tendo sucesso com as vendas , sempre falei: "o sol nasce pra todos",e várias delas se tornaram minhas amigas . Tive momentos difíceis , mais graças a Deus tive muito mais vitórias nesta minha caminhada, sempre com apoio da minha família ,desde 2005 tenho o patrocínio da empresa Polycol de massas ,colas e moldes para biscuit,também da Empresa Blue star net, ferramentas para biscuit,eles me fornecem material todo mês, em troca faço propaganda nas revistas, programas de tv, e nas aulas também . Me tornei MEI(Micro empreendedor Individual),conquistei meu carro, meu Ateliê, onde posso atender meus clientes com toda estrutura , meu site esta no ar , www.emiartes.net . Sempre participei de feiras grandes , trabalhando para meus patrocinadores , mas foi no ano de 2011 , que um de meus sonhos veio se realizar , participei da maior feira de artesanato da América Latina , a Mega Artesanal, que felicidade ,o Stand Da Emi Artes estava lá , fazendo muito sucesso . Atualmente faço feiras de artesanato , nos eventos em caieiras , dou aulas na Artes da Manu em Caieiras. Sempre Batalhando vou seguindo , ensinando tudo o que sei para todos sejam vencedores também. Essa é minha historia , uma historia de Vitória !!!! Emilaine Aparecida Cunha da Silva - Emi Artes


3º Lugar

Yara Dalchau de Oliveira

Historia: Minha historia


eu nome é Yara Dalchau de Oliveira,nasci em Caieiras em 1962, passei por muitas dificuldades em minha vida. Em função da separação dos meus pais, minha mãe saiu de casa para as ruas levando a mim e a minha irmã (tempo no qual passamos fome e outros graves problemas). Vendo a situação, alguns parentes nos ajudaram: Passei alguns anos com uma tia que me acolheu em sua casa em outra cidade. Voltei a morar em Caieiras na chácara com meu pai e meu avô , sendo que meu avô foi um dos primeiros padeiro de Caieiras, vendendo pães com uma carroça dentro da Melhoramentos. Casei cedo.Tive três filhos Milene,Marco e Rafael, Eu e o Renaldo estamos casados há 38 anos Tenho um genro , duas noras e quatro netos. Durante todos esses anos já inventei varias coisas para trabalhar e complementar a nossa renda. Quando ainda estava gravida do meu segundo filho, comecei a fazer salgados, para vender e quando dei por mim, já haviam cinquenta meninos com caixas de isopor, vendendo salgados na rua. Já vendi peixes, frutas e legumes com uma kombi velha na rua. Já tive um bar do qual eu desisti em função de vários assaltos que sofremos. Comecei a fazer chinelos, sandálias de crochê e vários trabalhos em barbante ;exemplo: tapetes, cortinas, colchas, bolsas, mas como não tinha muito para quem vender, tirei uma licença, e fui trabalhar na feira livre. Na feira fiquei por mais vinte anos e fui acrescentando outras mercadorias como bijouterias, armarinhos e brinquedos. Montamos nossa barraca também em festas de cidades do interior (festas de aniversario da cidade ou do padroeiro), onde dormíamos dentro do carro ou até mesmo em baixo da barraca. As maiores dificuldades dessa época foram: fazer as refeições, falta de banheiro, além de tomar chuva nas costa. Troquei de ramo, para as flores, comecei com mudas na feira e na chácara ( na qual montei a floricultura),fiz vários cursos de arranjo floral ,para depois passar-mos para arranjos , decoração para casamentos,formaturas,eventos em geral. Há vinte anos fizemos nossa primeira decoração para casamento. Cada vez que vejo uma noiva entrando na igreja, não vejo só o sonho dela sendo realizado, mas o meu também por poder ajudar a proporcionar a alegria e emoção ao casal e de todos ali presentes. Recentemente tive um câncer de tiroide, no qual passei por um longo tratamento. Passei por duas cirurgias e um tratamento de iodoterapia. Foi muito difícil mas venci mais esta batalha. Agora estou bem, mas resolvi trocar de ramo de novo. Faz um ano que troquei a floricultura por uma chácara linda com uma linda capela,campo de futebol com refletores para jogos noturnos,ampla cozinha com fogão de lenha, forno para pizza ,churrasqueira salão para festas ,lindo lago com peixes Estamos trabalhando muito para melhorá-la e alugar para eventos. Continuo realizando ornamentação de casamentos, festas e formaturas, transformando sonhos em realidade. Quero agradecer meu marido por estar ao meu lado sempre, principalmente nos momentos mais difíceis, e também minha família por me dar forças sempre.